Adalzira Bittencourt: a bragantina pioneira que levou a literatura feminina para o mundo
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Nascida em Bragança Paulista em 2 de novembro de 1904, Adalzira Cavalcanti de Albuquerque Bittencourt Ferrara foi advogada, poeta, escritora e uma das vozes pioneiras na defesa da presença feminina na literatura brasileira.
Em uma época em que o espaço das mulheres era restrito, Adalzira construiu uma trajetória marcada por coragem intelectual e protagonismo. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), em 1927, sendo a única mulher de sua turma — um feito expressivo para o período.
Fez cursos de aperfeiçoamento na Europa (estudou Sociologia na Itália e Direito Internacional na Holanda) e foi professora universitária em Buenos Aires (Argentina).
Sua produção literária começou cedo. Ainda jovem, teve poemas publicados na imprensa paulista e mineira. Ao longo da vida, dedicou-se a escrever e a promover a literatura brasileira no país e no exterior, realizando conferências em locais como Estados Unidos, México e Argentina. Também foi fundadora, diretora e redatora do jornal Miosótis, em Piracicaba (SP).
Além da atuação literária, Adalzira teve forte engajamento social. Em 1932, fundou uma escola para menores abandonados e a Liga Infantil Pró-Paz, considerada a primeira organização pacifista do Brasil. Foi ainda membro-fundadora da Academia Feminista de Letras, no Rio de Janeiro, onde atuou como sua primeira presidente.
Adalzira Bittencourt faleceu em 28 de outubro de 1976, no Rio de Janeiro, deixando um legado de luta, intelectualidade e afirmação do papel da mulher na cultura brasileira.
Mais do que escritora, ela foi uma mulher à frente de seu tempo — e um orgulho para Bragança Paulista.


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