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Palmyra Boldrini - Mulher que iniciou a produção artesanal da linguiça que tornou símbolo de Bragança Paulista

(foto/crédito: arquivo/José Roberto Vasconcellos)
(foto/crédito: arquivo/José Roberto Vasconcellos)

A história da linguiça artesanal bragantina teve início em 1911 quando a imigrante italiana, Palmyra Boldrini, começou a produzir linguiça feita com pernil de porco, em sua casa, primeiramente na rua da Palha (hoje rua Coronel Assis Gonçalves) e depois na Travessa Bragantina (hoje rua Expedicionário Basílio Zecchin Júnior).

As linguiças não eram apenas compradas pelos bragantinos, mas também por visitantes e por “viajantes” de firmas atacadistas que as levavam para suas cidades no interior paulista, mineiro e fluminense. Logo, a fama da inigualável linguiça produzida por Dona Palmyra ganhou fama.  

Sobre a história de Dona Palmyra, o pesquisador bragantino, José Roberto Vasconcellos (1940-2022), relatou que em 1948, já viúva, em sua nova casa, a de número 8 na praça José Bonifácio em companhia de suas filhas, ela preparava as linguiças que semanalmente enviava de 80 a 100 Kg para São Paulo, onde eram vendidas nas repartições públicas.

Alta, magriz, com sorriso constante num rosto afilado, atendia sua freguesia com seu característico palavreado, misto de português e dialeto ‘vêneto’”. “Nos dias em que não fazia linguiças, passava à tarde costurando na velha máquina de mão, colocada sob pequena mesa junto à janela de grande sala. E nessa grande sala ela ficava atenta às novelas infindáveis que eram transmitidas pelas rádios cariocas”, documentou Vasconcellos.

 

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